Exposição de Chaves: RioMar Recife promove encontro com dubladores
11 de Jul, 2026
Por Thays Martins
Do RioMar Recife
Neste sábado (11), o RioMar Recife promoveu um encontro com dubladores oficiais da série Chaves: Cecília Lemes, dubladora de Chiquinha, e Carlos Seidl, dublador de Seu Madruga. Realizado no Teatro RioMar Recife, no Piso L4, o evento reuniu um público que se inscreveu gratuitamente pelo App RioMar Recife e pôde vivenciar uma experiência única.
Ao chegarem ao foyer do teatro, os dubladores foram ovacionados pelas pessoas que aguardavam para entrar no evento. Emocionada, Cecília partilhou que ainda é tocante ver o quanto o público brasileiro os valoriza.
“A emoção é imensa; é algo que realmente nos comove e aquece o coração. Esse contato é fundamental, pois nos permite perceber que nosso trabalho não é realizado de forma anônima, em um estúdio, direcionado a um público imaginário. Quando estamos aqui, vemos que as pessoas são reais, interagimos e dialogamos com elas. Esse reconhecimento é a maior recompensa que um profissional pode receber pelo seu esforço.”
O evento contou com a exibição de um episódio icônico de Chaves, intitulado "Uma Aula de Canto", de 1978. Nele, o Professor Girafales tenta ensinar solfejo e as crianças improvisam uma orquestra no pátio, transmitindo a mensagem de que a verdadeira juventude vem do coração.
O público presente entrou em êxtase, com a manhã completada por um bate-papo especial com os dois dubladores.
Carlos Seidl contou ainda como foi receber o convite para dublar os primeiros episódios. “No início, era um trabalho como qualquer outro que recebíamos rotineiramente. Não tínhamos a menor noção da proporção que tomaria, como raramente temos. Dublamos durante anos, em diversos estúdios e produções, e, de repente, recebemos um presente como este.”
Chaves unindo gerações
Entre os fãs presentes estava a família de Antony Marinho e Andressa Marinho, pais do pequeno Pedro, que compareceu ao evento vestido do personagem Chaves. A família é de Maceió, capital de Alagoas, e veio exclusivamente para o encontro com os dubladores e para a exposição.
“Acompanhamos Chaves desde a infância e, agora, a série está sendo transmitida para a nova geração, como a do Pedro. Nós somos de Maceió e viemos especificamente para visitar a exposição e proporcionar essa experiência ao Pedro. Como já fomos à exposição em São Paulo, aproveitamos a proximidade para trazê-lo e ele poder viver isso com a gente.”
Em meio a tantos fãs, também estava Cláudia Cavalcanti. Atriz e professora de balé, ela reside em João Pessoa, capital da Paraíba, e veio para prestigiar o evento. “Desde criança acompanho e sou fã de tudo: faço festas com essa temática, tanto para mim quanto para o meu filho, que está ali. Sempre que tenho a oportunidade de vê-los no Brasil, faço questão de comparecer, como fiz no evento de São Paulo no ano passado, no evento da Florinda.”
Momentos como esse reforçam a força de Chaves no imaginário afetivo dos brasileiros, décadas após sua estreia, unindo gerações em torno de uma mesma paixão, seja pela nostalgia de quem cresceu assistindo à série, seja pelo encanto de crianças como Pedro, que hoje descobrem o universo do Chaves pela primeira vez.