Jessier Quirino
Local
Teatro RioMar Recife
Horário
Início às 20h
Valor
A partir de R$ 70,00
Faixa Etária
Livre
Resumo
Abertura da casa: 16h00
JUNTANDO OS CACARECOS
Jessier Quirino é freguês de caderneta do Teatro RioMar Recife, e retorna a esta casa em 30 de Agosto próximo, com o espetáculo JUNTANDO OS CACARECOS, que é, bem dizer, um matulão cheio de histórias e músicas bem achadas, vindas ou inspiradas nas arraias longínquas do sertão.
Eis duas palavras interessantes.
Juntar é reunir; acrescentar uma coisa a outra; recolher algo, aglomerar e formar um monte.
Cacarecos são trastes; coisas rudimentares; troçada.
Jessier Quirino, com um olho no colorido da palavra e outro na poesia rústica do sertão, usa a frase “Juntando os Cacarecos” para reunir a um só tempo, no seu espetáculo, a música de sua lavra; os poemas; histórias autorais e outras da pontinha da unha, que, curiosamente são atraídas para o seu Tamborete de Dados, ou pousam, solenes e vistosas, nas prateleiras de sua Bodega.
Esta miuçalha, que, na maioria das vezes, passa desapercebida aos olhares desatentos, é matéria prima e remédios de grande valimento pro fazer poético de Quirino.
Em tempos de valores brutalmente desfigurados pela voragem dos costumes modernos, Jessier mergulha de corpo todo, num Sertão que já não existe mais e monta seu recital. Aos modos de um casal de noivos sertanejos, que juntam seus cacarecos para se casar, o poeta lista suas histórias com um cotoco de lápis que é muito grafite, pra animar o dia a dia
e desanuviar o cansaço de qualquer cristão.
Neste espetáculo Jessier apresenta-se, ancho feito um ganso novo, acompanhado dos músicos, e emoldurado por boa luz e grande cenário, para almofadar os temas mais bem apanhados do interior.
De novidade, trás no miolo do bornal, histórias e poemas do seu livro mais recente “Eu Parece que Tô Vendo” (poema gêmeo do “Paisagem de Interior” que dá nome ao livro, e, desta vez, descreve a cena do interior da casa sertaneja). De bom e querendo mais, o poeta assume, de vez, o seu lado musical, interpretando algumas de suas canções, como: Bolero de Isabel; Coco do Pé de Manga; Cabôca da Borborema, e até algumas inéditas, todas com histórias impagáveis, ligadas à composição.
O olhar minucioso do poeta para as coisas simples do dia a dia, seja na poesia, na música ou nos causos sertanejos, com voejos de contemporaneidade e renovação, é o grande diferencial, que faz de Quirino, hoje, um nome a ser lembrado, na pólvora da palavra, quando o assunto é: poesia popular, Nordeste, Sertão, vivacidade cabocla, fuzuê e alegria.
Com espetáculos cada vez mais disputados pelo público, que vai da criança ao idoso, do letrado ao analfabeto, do rico ao pobre, Jessier tem lotado casas de espetáculos, eventos pedagógicos e convenções por onde tem passado, e retorna à Recife e à boca de cena do RioMar pra rever o grande público potiguar e sua compadragem.
Duração: 100 minutos
Classificação: 12 anos. Crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais, não pagam.